Porque quando não escrevo, ele é minha paisagem. E é tão real e tão palpável que meus dedos só passeiam por caminhos contornáveis. E as palavras fogem de mim, as palavras trazem pra mim um corpo, um sopro, um torpor, e o calor que há em tudo que nos dizemos apaixonadamente encostados na imensa pedra que ele acaricia enquanto agradecemos ao Universo por ser tão de noite e sempre parecer que ainda é dia.
Porque se não escrevo não é porque me falta um drama, é porque me falta tempo pra viver tanta poesia.
