segunda-feira, 18 de julho de 2011


Tô de cara nova no blog, desculpem a ausência, mas minha vida estava uma correria e eu precisava resolver algumas coisas. Prometo postar mais vezes e ser mais atenciosa. Boa semana pra todos :*


Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!

Fernanda Mello



Não quero teus dias corridos, teu tempo contado. Quero todo tempo do mundo. Guarda o teu dinheiro. Não quero coisas caras, prefiro as raras. Quero piquenique no parque. Quero andar de balanço. Andar de mãos dadas. Pés descalços na areia. Quero beijo de boa noite e alguém que me cubra quando o lençol escorregar. Que não poupe palavras, elas são essenciais. Que me escreva bilhetinhos. Que não ria por eu ter medo de escuro. Que não me deixe na mão, mesmo quando eu disser que consigo sozinha. Alguém que entenda meus surtos. E que enxergue que meus olhos são castanhos e não pretos. E que me veja, me perceba, me sinta e note que meu jeito auto suficiente é o medo de depender das pessoas. É a forma que eu encontro pra disfarçar minhas fraquezas.
Alguém que entenda meus choros, não só os que saem. Aqueles que ficam escondidinhos e ninguém vê. E que não me ache boba por chorar vendo filmes, nem por querer construir um abrigo pra animais. Não precisa me entender sempre, só me escutar. Não precisa concordar, só me amar.
Por favor, me ame com tudo o que você tem.
Me ame com o meu cabelo despenteado, com as olheiras, com minha compulsão por café. Me ame com meu medo de dormir com os pés de
tapados.
Me ame com tudo que eu tenho.
Estou orgulhoso do meu coração.
Ele é jogado, quebrado e queimado, mas até hoje ainda funciona.

(Antônio Reis)

É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.


Não me impressiono com cifras, marcas ou promessas. Não acredito em palavra dita ou escrita. Acredito em atitudes, somente. Palavras, eu já tenho. Nasci com esse dom. Posso te contar minha vida inteira e, ainda assim, você não vai saber nada de mim. Eu não consigo descrever um décimo de tudo que eu penso e mesmo que eu soubesse todas as palavra do mundo, ainda assim não conseguiria. Não reconheço um homem meu tipo à distância. O homem meu tipo vai muito além de um cara bonito qualquer que cruza meu caminho. Não sou do tipo que precisa ser paquerada pra aumentar minha auto-estima. Isso eu já tenho de sobra. Me amo desde os horríveis dedos dos pés aos bem tratados fios de cabelo. Mas uso xampus baratos. Não me cuido o suficiente, não faço tipo mulherzinha. Gosto de sapatos e bolsas. Não tenho tantas quanto gostaria. Mesmo assim não dispenso atenção.
Prefiro me dar bem do meu jeito. Vim ao mundo a passeio. Não pretendo construir nenhum império nem ficar aqui por muito tempo. Cuido de de minhas irmãs, mesmo à distância, elas são as coisas mais importantes na minha vida. Todo resto é bobagem. Pode ficar com minha conta bancária, minha herança e até minhas roupas. Só preciso dos meus documentos pra eu lembrar quem sou.
Nunca seria política. Não sei agradar ninguém dizendo algo que não penso. Ou que não é. Tento dar bons exemplos. Falo palavrão na hora certa. Xingo na hora errada. Escrevo tudo que vem à minha cabeça sem roteiro, sem pensar se vão gostar ou não. Escrevo tudo que penso. Não penso em tudo que escrevo. Escrevo porque é a forma de organizar meus pensamentos. Escrevo porque é a forma de eu me conhecer mais e de você me conhecer menos.
Não me importo em ser clichê, nem em repetir isso a cada texto. Não me importo de escrever mil vezes sobre o mesmo tema. O amor é clichê e inesgotável. Impossível não ser igual a tudo que já foi dito. Impossível não dizer de novo a mesma coisa. Ouvi na rádio esses dias uma bandinha “emo” cantar que “pra existir história, tem que existir verdade”. Clichê? É. Mas é a maior verdade que ouvi nos últimos tempos.
Não existe mesmo história sem verdade. Mentira tem perna curta, já diz o ditado. E eu digo mais: meias-verdades andam de perna-de-pau. Uma hora, inevitavelmente, elas vão cair. Toda palavra dita se torna mentira sem uma atitude coerente. A verdade está na coerência, na transparência e nas atitudes. Acredito nisso. Todo resto é bobagem.

"Amor a primeira vista ... "

Nessa madrugada conversando com um amigo meu de internet de muito tempo, que é um ótimo escritor, me deparei com esse lindo texto que ele escreveu na data de hoje, enqanto conversávamos ... espero que gostem, porque eu concordo com cada letrinha!


"E não, não existe amor à primeira vista. Não confunda o amor com a descarga de hormônios causada pela visão de um rosto angelical, de um corpo perfeito, mesmo complementado por uma voz divina e um humor fora de série. Não, meus caros, isso não é amor. Mas pode vir a ser.
"Amor" à primeira vista é desejo, tesão, paixão, que vem avassaladora e como veio, vai-se. No entanto, é quando fica que se pode vislumbrar no futuro, nunca tão próximo, os raios quentes do que se chama amor.
Amor precisa de tempo. Ele se fortalece com o estar junto, cria suas bases a cada novo segundo de planos feito à quatro mãos e dois seres unidos em objetivo único.
Amor exige dedicação e sacrifício. Para estar junto, mesmo que o mundo diga não. Para continuar juntos, mesmo que o universo lhes tentem separar. Não é fácil amar.
Amor requer cuidados e reparos diários, novos muros a cercar o sentimento e protegê-lo das intempéries do mundo externo, dos ciúmes sem razão, que eventualmente venha a aparecer.
Não existe amor à primeira vista. Amantes são pedreiros de uma construção que se perpetua, ou seja, amor nunca está pronto e acabado.
É preciso construi-lo, todos os dias.
A cada nova troca de olhares e beijos, fortalecer as bases para que esse amor possa suportar eventuais tempestades futuras. A cada par de palavras trocadas, incluir nas entrelinhas, a cumplicidade de mãos entrelaçadas. A cada novo "eu te amo", escrito em papel de pão, desenhado na areia, ou dito ao pé do ouvido, o compromisso de fazê-lo verdadeiro e infinito, enquanto dure.
Pois, meus caros, não existe amor à primeira vista, como também, não existe amor eterno.
Amem, enquanto é tempo de amar!"
| Leo Celani
18 de julho de 2011



Acredito que todo mundo uma vez na vida já teve uma amiga invejosa, ou que quisesse puxar seu tapete, ou que desse em cima do seu namorado. Ou que, simplesmente fosse uma pessoa que se dizia sua amiga mas não era. Ou aquela “amiga” que parecia um corvo de filme de terror e tudo que você contasse pra ela dava errado. Já teve uma amiga assim? Então você sabe do que eu estou falando.

Tem gente que não sei. Tem uma energia ruim. Não sei explicar. Tudo na vida da pessoa dá errado. A vida dela parece um inferno. A casa já foi roubada. O irmão morreu afogado. A mãe tem problemas com drogas. O carro, já bateu duzentas vezes. A placa foi clonada. A cabeleireira errou na química e destruiu o cabelo. Tudo – mas tudo – acontece com ela. Namorado, já trocou cinco vezes no ano e nada dá certo ou vai pra frente. Doença é uma por semana. É um verdadeiro mau agouro a vida da pessoa.

E esse tipo de gente, não sei. De novo, não sei. Parece que esse tipo de pessoa atrai coisa ruim. Atrai doença, desastre, acidente. Já conheci três pessoas assim na vida. E elas espalham o mau agouro por onde vão. As coisas vão dando errado pro resto da família. Como um dominó que vai derrubando um por um em seguida.

Esse tipo de gente negativa geralmente faz amizades por motivos diferentes dos nossos. Não, elas não querem a nossa companhia. Não precisam dos nossos conselhos. Elas simplesmente precisam da gente. Precisam da gente pra ouvir seus lamúrios e reclamar da vida. E o pior: elas querem te ver reclamar. Não, elas não agüentam te ver feliz. Não, elas não admitem que nada dê certo na sua vida. Sim, elas vão sempre ver o lado negativo de tudo – absolutamente tudo – que você comentar que vai fazer. Elas estão sempre te dando conselhos pra te fuder e te ver no fundo do poço (mas na hora que você está precisando de conselho, você não consegue perceber isso).

Esse tipo de gente adora te ouvir. São capazes de te ouvir por horas se você quer reclamar ou lamentar a vida. Vão te ouvir eternamente se você quer falar mal dos homens, ou do quanto sua vida anda ferrada ou do tanto que você se deu mal no novo emprego. Ou simplesmente falar mal de algo ou de alguém. Mas não ouse falar do tanto que seu trabalho novo é incrível, que sua amiga nova é legal ou que seu namorado é bacana. Você vai ouvir um “que bom” ou simplesmente um pitaco errado. Um palpite sobre algo, mesmo que elas não façam a mínima idéia do que estão falando. Sim, elas entendem de todos os temas do universo. E sempre acham um defeito em tudo. Tu-do. Essas pessoas têm uma lente de aumento que funcionam só pras coisas ruins. Um amplificador de desgraças.

De gente assim, já deu pra mim. Cansei de compartilhar a infelicidade alheia, até mesmo quando a infelicidade nem existia. Cansei de ver o alheio querendo refletir sua infelicidade em mim. Cansei de ouvir que “não vai dar certo”, que “você não está bem”, que “não é pra você”. Essas pessoas são suas melhores amigas quando você está na lama. Conhecem, de cor, uma lista de remédios pra depressão e vão falar que você precisa de pelo menos uns três desses. Mas elas não querem resolver o seu problema, não suportariam te ver feliz. Elas só precisam de companhia pro problema delas.

terça-feira, 14 de junho de 2011


Sempre que houver alternativas, tenha cuidado! Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar! Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências!



|Osho


Pensamentos positivo sempre galera, boa semana :*
E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução.
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade!”


Eu sou implicante. Experimente mandar em mim. Diga que não posso ou não devo, fale que não fica bem pra uma menina da minha idade, insinue que não concorda com isso ou aquilo. E aposte para ver: vou providenciar até o que não tenho vontade alguma de fazer só pra te contrariar. Se alguém grita e ordena que eu desligue imediatamente o telefone, pode saber que é aí que eu vou engrenar o papo. Pode não ter assunto, pode a pessoa do outro lado já ter até desligado. Não importa. Falo só com o aparelho se for preciso, mas não acato ordens nem aprovo gestos grosseiros.

Reclame do tamanho do meu decote ou do comprimento da minha saia e prepare-se pra me ver com uma mais curta do que nunca na próxima vez.

Proíba as festinhas com minhas amigas, discurse sobre o quanto é feio beber mais de um copo de cerveja ou voltar pra casa depois das 4 da manhã. Exija que eu me comporte pra ver o que é sair da linha...



Só não diga que está tudo bem. Não me aceite sem protestos. Não vale me desarmar. ;)




Márcia Duarte .

sábado, 23 de abril de 2011

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria. Não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?". É não ter companhia garantida para viajar. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho. É não ter alguém para ouvir seus dengos. Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.


E agora eu tenho tudo nas mãos. A faca e o queijo. Só me falta querer, querer por um ponto final, em tudo o que foi e começar de novo.. com coisas claras e simples, sem nada jogado e largado no ar. Tudo bem direto e mais ou menos lindo. Acho que é o que todos querem, né? Acho que é o que todas as pessoas normais querem.. Agora eu te pergunto. E as pessoas sem vergonha na cara? Sem amor próprio? E as pessoas que não querem largar esse sentimento, que muitas vezes dói, dói muito, que sangra a noite inteira e que de dia cria a casquinha mas que durante a noite, você vai lá, mexe e tudo torna a doer de novo. E essas pessoas.. como ficam? Caraca, já tem um bom tempo que eu procuro entender, o que tem de errado comigo. Como pode, eu não querer deixar sarar. Acho que no fundo não é a dor que não pode ir embora, é o que eu sinto que não pode me deixar. Eu me alimento sabe, me alimento de tudo isso, me alimento de fotos, frases, músicas e tudo que me faça lembrar nós dois. Eu passo o dia, a noite, e quanto mais for preciso, me alimentando de você, de nós dois e tudo o que já foi.. de tudo que já era. Quando eu vou entender, que não tem mais nada... nós dois.. cara "nós dois" já era, e eu não consigo enfiar na merda da minha cabeçinha que porra, se foi.. acabou. O vento levou, o destino preferiu assim, a vida te levou pra bem longe de mim. E aqui estou, me alimentando do que não foi, do que não vai ser... mas do que as pessoas não normais costumam ser. Porque meu amigo, pra aguentar essa dor, dar a cara a tapa tem que ter muita coragem, e ao contrario de muitos digo, digo sempre.. pra quem for e onde for. EU me alimento sim, me alimento de quases, me alimento da "luz" no fim do túnel.. Seja como for, você ainda continua presente e hoje eu preciso pedir que continue aqui, porque EU AMO VOCÊ.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quero todo o teu espaço e todo o teu tempo. Quero todas as tuas horas e todos os teus beijos. Quero toda a tua noite e todo o teu silêncio.

Mário Quintana

Eu sabia que estava sendo amada, talvez como nunca em toda a minha vida. Mas absolutamente incrível. Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.