quinta-feira, 11 de junho de 2009


Sempre muito suspeita. Mas é que meu coração só bate no meu peito, e não existe outro jeito.
Como sempre: medo. De viver, arriscar, não ser criativa, um novo sistema, me entregar, tomar chuva e voltar a pé para casa.
Acho que eu devia ter uns 11 ou 12 anos, era ‘tri de boa’, criança ainda, e eu me lembro que dois pensamentos eram freqüentes na minha imaginação:
- 1° me atirar de um prédio gigantesco à noite, muito vento na cara, luzes e mais luzes de uma cidade que nunca foi a minha, de braços e peito aberto pro nada, pronta pra cair, me deixar levar, entregar. Por pior que seja isso, que remeta a suicídio, naquela época inspirava-me a liberdade. E era muito boa aquela sensação de liberdade que minha mente se permitia.
- 2° um quarto branco, eu sentada no chão, no canto e no outro canto, a admirar, uma porta branca, ou às vezes esse quarto se transformava em um cubo normal, sem nada, só branco. Isso eu pensava quando tava tensa, com medo, sem sono, qualquer coisa do gênero. Acalmava e dava sono, rsrs.
Esses pensamentos sempre me fizeram bem, mas há muito tempo não penso neles espontaneamente, são sempre uma recordação, na busca de algo que me faça bem. Não tenho pensado algo novo que me cure os anseios, os medos, eu mesma. Só sinto que eu preciso extravasar, tirar um peso enorme do meu coração.
Certo dia, aos meus 13 anos eu resolvi mudar, tinha cansado da minha vida - como me encontro agora -, então ‘liguei o foda-se’, como se diz por aí, e começou a minha jornada nessa juventude tresloucada. Foi bom de mais tudo isso, as coisas que aprendi, tudo o que senti (mesmo o que era ruim), o que fiz. No fundo, no fundo, eu adorei ser quem era até o dia em que aprendi que todos somos uma ‘metamorfose ambulante’, que o presente não existe, mas que nossa vida depende somente do que vamos fazer nesse tempo inexistente. Presente = futuro (a todo o momento).
Ando meio na merda, lá no fundo do poço mesmo. Não tenho conseguido ser nada mais que um ‘robozinho’. Naturalmente??? Nem sei mais o que é isso! rsrs
Eu me esforço. Me cobro de mais. E hoje, ao invés de como quando na infância, a única coisa que povoa minha mente é: será que eu to fazendo o certo pra minha vida? é isso que quero pra mim? peguei o caminho correto? será que eu posso? será que consigo? e se eu quiser voltar, tem jeito?
Voltar.
Também ando bastante nostálgica. Cansei dessa brincadeira de ser adulta! Não sei se quero voltar a ser criança pra não ter que responder por mim, nem por nada, ou se esses pensamentos infantis são a busca por algo que, lá atrás, me ajudou a fortalecer diante da vida.
Só sei que existe um enorme vácuo dentro de mim, ta faltando uma parte, faltando respostas. Um grande ponto de interrogação.
Tudo isso pra deixar bem claro que algo precisa mudar.
(Mas o que???)

2 comentários:

rainha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
' Joseαne Costα* disse...

' Olá Paloma...sou amigaa de Clarissa Guerra, te achei através do dela, como está lindxoo seu blog, meus parabéns...
Li alguns dos seus posteres, amei, muito bom mesmo e sem falar nas footos q são lindxas^^
Desculpa a invasão viu^^
bjoo's

Josy*